Naquela noite, caminhei sob o céu límpido.
Envolvido pela natureza, respirei o ar puro.
Entreguei meu pensamento a ela, lembrei-me do olhar celestial com aquele tom de desejo.
Recolhi meu corpo sob a Lua, sobre a grama.
Por um instante parei no tempo.
De olhos fechados senti a leveza da brisa, ouvi o som das folhas das arvores, da boca dos bichos, dos pássaros. Ouvi o vento. Senti.
Houve o silêncio. Ouvi meu coração.
Os perfumes das flores misturados ao cheiro da terra aguçaram-me os sentidos.
Abri os olhos e vi a Lua. Ajeitei o corpo. Abri a boca.
O cansaço não me impediu de voar. Levantei vôo e viajei ao pensar no corpo dela, na boca, pele, seios. Eu queria tocá-la naquele momento, e em outros mil...
O sono veio, o sonho veio.
Ela se aproximava devagar, dentro das sombras, nua.
Enquanto a Lua me vigiava, ela me beijava e me instigava.
Percorreu meu corpo já despido com os olhos, com as mãos, com a boca, louca.
E eu louco beijei todo aquele lindo corpo, delicioso.
Fiquei tão perto que não mais podia vê-la nua, apenas me via nos olhos dela.
Olhos que brilhavam bem mais que as estrelas que me cobriam.
Ao me ver tão perto, por um momento ela se assustou. Eu a beijei, pressionei meu corpo contra o dela, quente e úmido. Ela me abraçou com os braços e as pernas. Seus suspiros eram intensos. Coloquei-me levemente dentro de sua carne e ela gemeu e suspirou. Entre beijos e movimentos ora suaves, ora intensos ela suspirava e gemia, e eu.
Ela me Amou e eu a Amei quando juntos chegamos ao céu.
Os olhares se penetraram e permaneceram assim por um segundo.
E num segundo já estava frio. A grama ligeiramente gelada, a brisa já era vento, o vento já era frio. A Lua já não me olhava.
Era o sonho que se acabava, era a saudade que chegava.
Di Barros
16 de outubro de 2002
Um comentário:
Lendo isso me lembrei de uma outra música da Ana :D uhauhas
Postar um comentário