terça-feira, novembro 30, 2010

OHNI (Objeto Humano Não Identificado)


Onde estão os alienígenas?
Pergunte aos gnomos no quintal
Pergunte aos anjos de metal

Onde estão os alienígenas?
Eles nadam de bermuda
No triangulo das bermudas

Onde estão os alienígenas?
Pergunte aos poetas
Pergunte aos profetas

Onde estão os alienígenas?
Eles navegam na internet
Se disfarçam de disquete

Onde estou?
Onde estou?
Pergunte aos alienígenas...



Lunático
17 de outubro de 2003
Noite Veloz


Cai a noite...
Ela e Eu, juntos
O tempo fica curto
Insuficiente pra tanto Amor
Amor nosso, que é vento forte
Tão forte que leva as horas

Madrugada...
Ela e Eu, juntos
Horas viram minutos
Minutos viram segundos
Muito Amor e pouco tempo
E cada noite de Amor fica pequena

Dia...
Ela e Eu, juntos
E o Amor nosso, fez a noite veloz



 Di Barros
 4 de dezembro de 2003

segunda-feira, novembro 29, 2010

Magia do Tempo (A Luz)


A estrela que meus olhos enxergam
É a estrela de ontem.
Não existe mais por lá.
Mas aqui, ainda existe.
Existe em luz.
Não me importo, se ela se apagou por lá.
Pois sei que, enquanto eu viver,
Ela existirá em mim.
Mesmo que seja apenas diante dos meus olhos.

Di Barros
10 de setembro 2003

sábado, novembro 27, 2010

Ainda sem nome

As nuvens de prata, pela janela
Filhas da lua cheia tão bela
Refletem sob os olhos do amante
Um sonho ofuscado, um açoite

Sonho em que eu, filho da noite
Admiro a nuvem prateada
Colho escombros delirantes
Na mente inconsciente colorida

Tal inspiração pela janela colhida
Não viu a lua dos amantes
Viu reflexos ludibriantes
Da sua musa, Lua amada

Tal inspiração pela janela revelada
Diz no colorido do inconsciente
Te vejo e te Amo na minha loucura
Mesmo que por nuvens esteja tampada



 Di Barros
07 de janeiro de 2004
Nictomorfo


A bela Lua
Princesa do céu
Lua minha
Rainha da escuridão

Rua preta
Teto de estrelas
Olhos brancos, farol
Passos curtos

Mente aberta
Homem estranho, sozinho
Nem tanto... Tenho a noite
Sou da forma da Noite

Di Barros
4 de dezembro de 2003

sexta-feira, novembro 26, 2010

A Rosa Negra

Da forma da noite, reúne em sua voluptuosa beleza,
os mais sensuais e obscuros signos nictomorfos.
Ao se oferecer, sombria, brilha na sombra.

Aos poucos, a pouca luz revela os olhos selvagens, negras esferas sedutoras, hipnóticas.
Aproxima-se calma e friamente, soltando os longos cabelos negros
e deixando-os dançar sutilmente.
Com os olhos, caça e aprisiona o meu olhar,
e com  a delicadeza de um simples, hábil e maravilhoso movimento,
se despe revelando o palco do pecado.
Com suas mãos macias e o olhar penetrante, toca-me e leva-me ao chão.
Seu perfume envolve meus pensamentos.
Seu corpo acobreado, nu;
exibe uma dança erótica sobre o meu corpo submisso,
chamando-me para o coito. O Ato.
Celestial e Infernal, seu movimento perfeito
leva-me dentro da sua carne, quente e molhada.
Arranca-me gemidos.

E a dança continua por uma eternidade.
E os corpos dançam em perfeita sincronia, ardentes e sensíveis.
No ápice do desejo, da luxuria, da loucura e do prazer, ela olha o céu...
E geme.
A Rosa Libidinosa, agarra meu corpo, e com seus espinhos rasga minha pele.
Meu prazer é intenso, e maior ainda ao vê-la se deliciar com o orgasmo.

O êxtase vai cessando, os corpos se recolhem um ao outro.
Os olhos se olham. Um corpo descansa sobre o outro. A dança cessa.
Saio de dentro dela bem sutilmente, sensível e delicioso.

Quando percebo, a Rosa vai, como veio.
Com seus Negros espinhos ferem agora o coração, ao se revelar uma Rosa Efêmera.
Me fez viver dentro dela, viver seu corpo, sua dança.
Me fez viver intensamente. Sentir a carne, a Vida.
E matou-me... Dentro de mim... Matou-me.
Deixou-me ali.
Morto.
A Rosa se foi.

Foi.
A Rosa Negra.


Di Barros
23 de maio de 2002

Madrugada




Inconstante. Imprevisível.
Traz Horror e traz Amor.
Faz Horror e faz Amor.

Fria e Quente.
Sombria e Iluminada.
Lúcida e Louca.
Lúdica.
Eclética.

Tempo dos Errantes.
Templo de Horror.
Tempo dos Amantes.
Templo de Amor.

Dissimulada.
Casual.
Impudica.
Natural.

Jardim de Inspiração.
Bosque de Piração.

Casa de Mitos.
Casa de Gritos.
Fabulosa.
Meretriz.


Berço de Ilusões.
Palco das Paixões.

Amiga dos Amores.

Madrugada






Di  Barros 
26 de outubro de 2002

quinta-feira, novembro 25, 2010

Noite, Saudade, Solidão e Eu.


Chove lá fora.
Noite sem luz.
Chove lá fora.
Noite sem luar.

Nada acontece aqui dentro.
Noite sem luz.
Ela não está aqui dentro.
Noite sem luar.

Chove lá fora.
Chove aqui dentro.
Chove lá fora.
Chove no rosto.

Olhos.
Nuvens carregadas.

Pensamentos.
Tempestade de saudades.

A noite é fria e triste.
É noite também no coração.

A noite parece eterna.
O sono não me visitou.

A solidão parece infinita.
Há tempos a chuva já cessou.
Os olhos não se fecharam.
O dia já despontou.
Os olhos não se secaram.
A saudade não acabou.
A noite seguiu seu caminho.
E a solidão comigo ficou.

  
Di Barros 
25 de janeiro de 2003

quarta-feira, novembro 24, 2010

Ela e a Lua




Quando o dia se despede, a solidão me encontra.

Miro o firmamento em busca de companhia.

A lua vem me visitar silenciosa e vejo nela minha amada.


Aquela que me inspira com sua luz.
Aquela que me intriga e me seduz.

Aquela que me concede sua carne e me entrega seu Amor.

Aquela que vejo agora refletida na lua.

Aquela que o destino me apresentou.

Aquela que meu Amor escolheu.

Ela que vive em meus pensamentos.
Que é dona da minha saudade.

Aquela que está aqui.
 
Usando a lua para me visitar e iluminar.


Di Barros
O Noturno


Diante do papel, com a Mente na mão,
o Noturno inunda o branco com pensamentos e opiniões, com sentimentos e alucinações.
Entrega-se à própria essência e existência para gerar suas criaturas.

Pinta com a ponta, seus sonhos.
Aponta com a ponta, suas críticas.
Risca com a ponta, seus demônios.
Rabisca com a ponta, seus desejos.
Arrisca com a ponta, suas experiências.
Mostra com a ponta, seus sentimentos.

Está sempre a observar os corpos, e sempre tenta enxergar suas almas.

Rasga a noite como um vampiro.
Bebe o papel manchado de letras como se degustasse uma taça de sangue.

Como um fantasma vaga pela noite, sua escolhida.
E vaga pelo seu íntimo em busca de mais grafite.

Feito uma criança, brinca e se diverte com as palavras,
delirando o verbo e rasgando o mesmo,
 delirando mesmo e rasgando o verbo.

O Noturno é um louco, livre dentro de si mesmo.
Um Pai, um Filho e um Espírito.
É um apaixonado.
Um amante.
Amante da Arte de Viver.
Amante da Natureza.


O Noturno


Um eterno amante da Vida.
Que revela com a ponta, fragmentos da Alma.



 Di Barros 
10 de maio de 2002

terça-feira, novembro 23, 2010


O Corvo

  
Ardil e Inteligente, observa a noite.
Olha através da penumbra.

Fascinante ele é Intriga.

Lendário Corvo.
Traz consigo augúrios e maldições.

Sereno e Equilibrado,
aguarda friamente a sua vez de ir ao chão.


Di Barros
  
11 de maio de 2002

Naquela Noite


Naquela noite, caminhei sob o céu límpido.
Envolvido pela natureza, respirei o ar puro.
Entreguei meu pensamento a ela, lembrei-me do olhar celestial com aquele tom de desejo.
Recolhi meu corpo sob a Lua, sobre a grama.
Por um instante parei no tempo.
De olhos fechados senti a leveza da brisa, ouvi o som das folhas das arvores, da boca dos bichos, dos pássaros. Ouvi o vento. Senti.
Houve o silêncio. Ouvi meu coração.
Os perfumes das flores misturados ao cheiro da terra aguçaram-me os sentidos.
Abri os olhos e vi a Lua. Ajeitei o corpo. Abri a boca.
O cansaço não me impediu de voar. Levantei vôo e viajei ao pensar no corpo dela, na boca, pele, seios. Eu queria tocá-la naquele momento, e em outros mil...
O sono veio, o sonho veio.
Ela se aproximava devagar, dentro das sombras, nua.
Enquanto a Lua me vigiava, ela me beijava e me instigava.
Percorreu meu corpo já despido com os olhos, com as mãos, com a boca, louca.
E eu louco beijei todo aquele lindo corpo, delicioso.
Fiquei tão perto que não mais podia vê-la nua, apenas me via nos olhos dela.
Olhos que brilhavam bem mais que as estrelas que me cobriam.
Ao me ver tão perto, por um momento ela se assustou. Eu a beijei, pressionei meu corpo contra o dela, quente e úmido. Ela me abraçou com os braços e as pernas. Seus suspiros eram intensos. Coloquei-me levemente dentro de sua carne e ela gemeu e suspirou. Entre beijos e movimentos ora suaves, ora intensos ela suspirava e gemia, e eu.
Ela me Amou e eu a Amei quando juntos chegamos ao céu.
Os olhares se penetraram e permaneceram assim por um segundo.
E num segundo já estava frio. A grama ligeiramente gelada, a brisa já era vento, o vento já era frio. A Lua já não me olhava.
Era o sonho que se acabava, era a saudade que chegava.

 Di Barros

16 de outubro de 2002

segunda-feira, novembro 22, 2010

Desejos Psicodélicos



Desejo tomar um chá com os gnomos da floresta.
Das ninfas que saem das águas desejo arrancar o véu.
Chamar Lenon, Bob, Raul e Elis para uma festa.
Encontrar os elefantes que viajam voando pelo céu.

Desejo fazer amor com uma sereia.
Abraçar e nadar com uma baleia.
Beijar um gigante beija-flor.
Cortar a pele e não sentir dor.

Dormir na rede com as aranhas.
Ir com Maomé até as montanhas.
Fechar os olhos e ver tudo azul.
Olhar o Sol nascer no Sul.

Ir a pé da Índia até Woodstock
Tocar guitarra com Jimmi Hendrix.
Pedir a Gandhi que me dê um toque.
Molhar as cinzas e acabar com Fênix.

Ir para lua praticar esporte.
Matar aquele coelho de paulada.
Tirar o pé para dar sorte.
Estou com uma fome danada.

Desejo
Pintar o céu de vermelho.
Não rimar o céu com o mar.
Ver meu rosto no espelho.
E não parar de desejar.
Não escutar nem um conselho.
E com esta fome acabar.

  Lunático

06 de novembro de 2002

Suposto habitante da Lua



O Selenita

  
Deste meu astro morto, observo o azul.
Admiro você, planeta azul.

Está tão longe e tão perto, que me perco.
Perco-me em heresias.
Perco-me a desejar o poder da Sapiência, para viajar e te conhecer,
descobrir você e suas maravilhas.

Desejo caminhar tranqüilamente sobre o lindo e solitário manto azul.
Desejo tocar-te.

Em você eu viveria só.
Aqui não.

Como eu gostaria de despencar deste deserto cinzento
e cair em seu manto macio!

Meu impossível planeta azul!


 Lunático 
06 de maio de 2002

domingo, novembro 21, 2010

Noite


Trevas e Luz.

Romântica e Trágica

Às vezes Cômica.

Mórbida

Escurecedora.

Viva.

Esclarecedora.

Calorosa e Fria.

Sedutora.

Mágica.

Monótona e Interessante.

Faz Solidão. Ou Não.

Mortal.

Faz Amor e Perversão.

Liberal.

Libertina.

Libertadora.

A Hora da Destruição.

A Hora da Criação.

Hora do Pecado.

Celestial e Infernal

Tão Escura. Clara como o Dia.

Tão Mistério quão Revelação.

Fonte Incessante de Inspiração.

Di Barros

10 de maio de 2002

O Lunático


Ao admirar e observar a Lua;

enxerga a árvore, o rio,

o quente, o frio;

enxerga a folha, o dia,

a tristeza, a alegria;

enxerga a semente, o metal,

o bem; o mal,

o homem, o animal;

enxerga o fruto, o mar,

as grades, o brincar,

o horizonte, Amar.

Ele procura ver o Belo e o Feio.

A Liberdade e a Prisão.

É Um, que tenta ver o Universo de todos os ângulos e formas.

De dentro e de fora.

De longe e de perto.

Do alto e de baixo.

De um lado e de outro.

A magnitude e a simplicidade.

Em todas as direções; imagináveis e inimagináveis...

Ao admirar a Lua;

Vê a natureza,

a beleza da criação.

E ao abaixar a testa,

vê dor, destruição.

O Lunático é o Lobo.

Puro e Instintivo.

Selvagem e Agressivo.

Sente o cheiro do medo e o do cio.

Com muita destreza, brinca e caça.

Com seu olhar penetrante, tenta ver através da máscara.

Não prefere estar só. Então, uiva sob a Lua.

O Lunático é o Homem

Critico e Racional.

Idealista e Passional.

Cínico e Irônico.

Sensível e Sentimental.

Amante.

Questionador da consciência do inconsciente.

Aquele que ama naturalmente e tem prazer.

Aquele que ama e tem necessidade de ser amado.

Aquele que ama e é amado.

Não prefere estar só. Então, escreve sob a Lua.

O Lunático

É um lúcido que não se entrega nem se cala diante do caos.

É um lúcido que se entrega à beleza da natureza, às belezas da vida.

É um lúcido que enlouquece com o caos e a beleza de viver.

Por isso, é um louco, que ao delirar sua existência, mostra sua essência.

Enfim,

O Lunático.

É o Lobo Homem.

Mais um que não prefere estar só.

Então...

Uiva, escrevendo sob a Lua.

Di Barros

12 de maio de 2002

Recomeço

Escrevendo novamente. A loucomotiva começa lentamente a soltar seu vapor.
Reencontrarei ao papel e dedicarei um tempinho à este trilho tecnológico.
Nada mais direi neste "post" (ainda estou me acostumando com estas nomenclaturas).