segunda-feira, dezembro 27, 2010

Vou colorir a noite com Poesia e Delírios
E vou deixar cair uma gota de tinta vermelha na Lua
Vermelho cor de coração
Vou decorar o Universo e cada palavra dessa pintura
Tocar o céu com um pincel de ruptura
Rompendo os limites da imaginação
Colocando na lua o coração
E no papel mais uma criação



Lunático
27 de dezembro de 2010

terça-feira, dezembro 21, 2010

As nuvens de prata, pela janela
Filhas da lua cheia tão bela
Refletem sob os olhos do amante
Um sonho ofuscado, um açoite

Sonho em que eu, filho da noite
Admiro a nuvem prateada
Colho escombros delirantes
Na mente inconsciente colorida

Tal inspiração pela janela colhida
Não viu a lua dos amantes
Viu reflexos ludibriantes
Da sua musa, Lua amada

Tal inspiração pela janela revelada
Diz no colorido do inconsciente
Te vejo e te Amo na minha loucura
Mesmo que por nuvens esteja tampada


Lunático
07 de janeiro de 2004

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Lunático



Lunático ou não, tenho necessidade de ti.
Mas que espécie de maníaco sou?
Mas que mania é essa de estar sempre a te olhar?

Apesar de ser sempre a mesma, é sempre diferente.
E quando vem me ver durante o dia, é impossível não te olhar.
Que espécie de admiração é essa?

Lunático ou não, sei que tu és bela.
És nua, sempre iluminada.
És a Lua que me ilumina.

Sou um lunático inspirado pela luz da Lua nua.





Di Barros 

08 de maio de 2002
Estrela do Norte



Entrego a ti minha admiração
Serena e divina estrela amiga
Tua luz é repleta de carinho
Repleta de dedicação e força
Estrela que está sempre pronta
Levando segurança e ternura
Amizade e Paz à minha amada

Dedico estas palavras a ti
Obrigado! Diz meu coração

Nos caminhos mais tortuosos
O seu brilhar é capaz de cuidar
Rezo por sua felicidade e paz
Tenho carinho por ti, porque
É você, a amiga do meu Amor.


Lunático

quinta-feira, dezembro 09, 2010

A Lua



Altar dos Amantes.
Bela Lua.
Celestial.
Dádiva de Deus.
Eclética.
Fascinante.
Generosa Lua.
Hipnótica.
Inspiração.
Jaci.
Kepleriana.
Lúgubre Lúbrica.
Maternal.
Nua.
Obscura.
Pacífica.
Querida Lua.
Rainha.
Sedutora Solitária.
Temerosa.
Única.
Woman.
Xereta.
Yin.
Zen.



13 de maio de 2002

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Cinco horas da manhã


percorre a noite toda
em devaneios de insônia

milhões de pensamentos e tormentos

nada útil lhe esclarece
há apenas confusão

olhos que não se fecham
mente que nunca pára
homem que nunca descansa



e ainda escreve esta idiotice
às cinco horas da manhã


Lunático
9 de dezembro de 2003

domingo, dezembro 05, 2010

Incompleto

tenho a lua na palma da mão
estrelas guardadas no bolso
cometas na caixa do sapato
planetas espalhados pelo chão

tenho o outono e a primavera
o inverno e o verão
no entanto, não sou feliz
tenho vazio o coração


 Di Barros
15 de setembro de 2004

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Eterno Retirante

nunca fui Lua Cheia
crescente, no Máximo

meu desejo de Construir
é destrutivo quando saio

quando saio dali,
e daqui
quando saio de mim,
e de tudo
quando saio
pra buscar Outro eu
em outro Lugar

e sempre chego noutro Lugar
crescente, no Máximo
e sempre me retiro de lá
nunca fui Lua Cheia

mas vou Crescendo
no mínimo


Lunático

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Noites Passadas


Noites passadas
Espelho quebrado
Rastros de existência
Em todos os cacos
Refletindo momentos
À luz da rua
À luz da Lua


Noites passadas
Espelho quebrado
Refletindo sem nexo
Às vezes com sexo
Momentos ilhados
A luz da Lua
A luz da rua


Noites passadas
Espelho quebrado
Vivendo tão louco
De pouco em pouco
Momentos amados
A luz da rua
A luz da Lua


Noites passadas
Espelho quebrado
Traços de essência
Fortes e fracos
Refletindo momentos
À luz da Lua
Á luz da rua

 Di Barros
08 de janeiro de 2004